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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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As piores estatísticas de cada país europeu

Mäyjo, 20.01.15

As piores estatísticas de cada país europeu

E se juntássemos o pior da União Europeia, que tipo de país teríamos? O Thrillism pesquisou algumas das piores estatísticas de cada país e elaborou o perfil dessa hipotética federação. 

Áustria: mais jovens fumadores

Por alguma razão, os jovens austríacos pensam que fumar é charmoso: todos os dias 29,4% dos austríacos entre os 15 e os 24 anos puxam do cigarro todos os dias.

Bélgica: piores congestionamentos de trânsito

As duas cidades com pior trânsito do mundo, Bruxelas e Antuérpia, são belgas

Bulgária: pior liberdade de imprensa

Numa altura que se fala tanto de liberdade de imprensa, há que referir que um dos países com pior liberdade de imprensa encontra-se na Europa, a Bulgária.

Croácia: menor número de Erasmus

Os croatas não se interessam muito pelo programa de troca de estudantes europeu, o Erasmus

Chipre: menor número de jovens de 18 anos na escola

Não há muitos cipriotas de 18 anos na escola, pelo menos quando comparado com o resto dos países europeus

República Checa: pior país no que toca à “escravatura moderna”

Segundo o Thrisllist, a República Checa lidera o tráfico de mulheres na Europa

Dinamarca: Menos Zaras per capita

Não é necessariamente uma má estatística, mas a Dinamarca não é conhecida por índices excessivamente mórbidos. Ainda assim, aqui fica a notícia: existem apenas duas lojas Zara no país.

Estónia: maior discrepância entre salários de homens e mulheres

Na Estónia, uma mulher ganha menos 27,3% que um homem que faça a mesma função.

Finlândia: maior taxa de depressão

Com tão pouco sol, não era de esperar outra coisa: a Finlândia é o país da Europa com uma maior taxa de depressão.

França: menor fluência em inglês

Outra estatística que não traz grandes surpresas: a França é o país onde se fala pior inglês.

Alemanha: menor taxa de proprietários de casas

Os alemães adoram arrendar casa – segundo o Thrilist, existe uma razão: eles já são proprietários de muitas casas gregas e espanholas. Má-língua!

Grécia: maior dívida externa

No final de 2013, a dívida externa grega tinha estabilizado nos 130% do seu PIB.

Hungria: maior IVA

Portugal fica muito próximo, mas é a Hungria que tem um IVA mais alto na Europa: 27%.

Irlanda: maior taxa de fibrose cística

A Irlanda tem a maior percentagem de fibrose cística da Europa: um caso por cada 1.800 nascimentos.

Itália: Maior evasão fiscal

Cerca de €200 mil milhões (R$ 631 mil milhões) por ano são perdidos devido a impostos não pagos pelos italianos.

Letónia: maior percentagem de presos

Cerca de 305 em cada 100.000 habitantes da Letónia estão presos.

Lituânia: maior taxa de suicídios

A Finlândia tem a maior percentagem de deprimidos, mas é a Lituânia quem lidera nos suicídios.

Luxemburgo: Menor gasto em educação

Em 2007, o Luxemburgo gastou apenas 3,15% do seu PIB para financiar a educação.

Malta: país onde é mais complicado abrir um negócio

Não existe simplex em Malta: o país está no 161ª lugar, numa lista de 189 países compilada pelo Banco Mundial, onde é mais difícil abrir um negócio.

Holanda: maior percentagem de ciclistas mortos em acidentes na estrada

A Holanda é um dos países com maior número de ciclistas do mundo, mas também de mortes na estrada ligadas aos utilizadores de bicicleta.

Polónia: menos médicos per capita

A Polónia não é um bom país para adormecermos, uma vez que existem poucos médicos per capita.

Portugal: menor taxa de nascimento

Não é novidade nenhuma: Portugal é um dos países onde menos se nasce no mundo – e na Europa.

Roménia: menos cinemas per capita

Os romenos não são grandes fãs de cinema, a julgar por esta estatística ligada ao entretenimento.

Eslováquia: maior abstenção

Apenas 13,05% da população eslovaca vota regularmente. Sim, 13,05%!

Eslovénia: mais mortes ligadas ao alcoolismo

Alguém tinha de liderar nesta estatística, mas o Thrillism não exibe quais os números.

Espanha: maior taxa de abandono escolar

Os nossos vizinhos não são grandes estudantes: cerca de 23,5% não completa o ensino obrigatório.

Suécia: Menos camas de hospital per capita

Aqui está uma estatística interessante. Será que a Suécia tem menos doentes que os outros países?

Reino Unido: maior utilização de cocaína

Para além da cocaína, os britânicos também lideram na utilização de anfetaminas, ecstasy e LSD.

Foto: Caitlin Regan / Creative Commons

Comovente: a carta de despedida da iraniana que foi enforcada

Mäyjo, 20.01.15

O desenvolvimento de um país também se “vê” por aspetos (indicadores) que não se podem quantificar, como é o caso da notícia que a seguir transcrevo.

 

Reyhaneh Jabbari foi enforcada no Irão por ter matado o homem que a teria violado. De nada valeram os apelos de clemência, ignorados pelas autoridades. Deixou uma carta comovente à sua mãe.

Reyhaneh Jabbari, detida desde 2007, quando tinha 19 anos, foi enforcada no dia 25 de outubro de 2014, acusada de ter matado o homem que a tentara violar. A sua confissão fora obtida sob ameaças e tortura e as organizações de direitos humanos mobilizaram-se, sem êxito, para que tivesse um julgamento justo. A carta que o Observador revelou no dia 28/10/2014 (traduzida da sua versão em inglês) foi escrita em abril e entregue a militantes pacifistas, mas só foi revelada seis meses depois.

Nela dirige-se à sua mãe, Sholeh Pakravan, que tinha pedido aos juízes para ser enforcada em vez da sua filha. Na última semana antes do enforcamento, Sholeh só pode ver a filha durante uma hora, acabando por saber da execução com apenas algumas horas de antecedência e através de uma nota escrita.

 

Aqui fica a transcrição dessa carta que vale a pena ler:

“Querida Sholeh, recebi hoje a informação de que chegou a minha vez de enfrentar a qisas [a lei de retribuição do sistema legal iraniano]. Estou magoada por não me teres deixado saber através de ti que cheguei à última página do livro da minha vida. Não achas que tenho o direito a saber? Sabes o quanto me envergonha saber que estás triste. Porque não me deixaste beijar a tua mão e a do pai?

O mundo permitiu-me viver durante 19 anos. Aquela noite assustadora foi a noite em que eu deveria ter sido morta. O meu corpo seria atirado para um qualquer canto da cidade, e dias depois, a polícia chamar-te-ia ao departamento de medicina legal para me identificar e também saberias que fui violada. O assassino nunca seria encontrado pois nós não temos a riqueza e o poder deles. Tu irias continuar a tua vida em sofrimento e envergonhada, e poucos anos depois morrerias desse sofrimento e nada mais haveria a dizer.

No entanto, esse golpe amaldiçoado alterou o rumo da história. O meu corpo não foi atirado para um lado qualquer, mas sim para a sepultura que é a Evin Prison e as suas alas solitárias, e agora para a prisão-sepultura de Shahr-e Ray. Mas entrega-te ao destino e não te queixes. Sabes melhor do que ninguém que a morte não é o fim da vida.

Ensinaste-me que cada um de nós vem a este mundo para ganhar experiência e aprender uma lição e que cada pessoa que nasce tem uma responsabilidade depositada nos seus ombros. Aprendi que, por vezes, temos de lutar.

Lembro-me muito bem quando me disseste que o homem da carruagem protestou contra o homem que me estava a chicotear mas este acertou-lhe com o chicote no rosto e ele morreu. Disseste-me que, de modo a criar valores, temos de perseverar, mesmo que isso signifique morrer.

Ensinaste-nos que, na escola, devemos enfrentar as quezílias e os confrontos como senhoras. Recordas-te da insistência dos teus reparos sobre o nosso comportamento? A tua experiência estava incorreta. Quando este acidente ocorreu, os teus ensinamentos não me ajudaram. Quando me apresentei em tribunal aparentei ser uma assassina a sangue-frio e uma criminosa implacável. Não verti lágrimas. Não implorei. Não me desmanchei a chorar pois confiava na lei.

No entanto, fui acusada de indiferença perante um crime. Eu nem mosquitos matei e as baratas que tirei do caminho, levei-as pelas suas antenas. E agora tornei-me em alguém que assassina premeditadamente. O modo como trato os animais foi interpretado como sendo masculino e o juiz nem se deu ao trabalho de ver que, na altura do acidente, as minhas unhas eram grandes e estavam pintadas.

Quão otimista é o que espera justiça dos juízes! Ele nunca questionou o facto de as minhas mãos não serem grossas como as de uma desportista, em particular de uma boxeur.

E este país, pelo qual cultivaste um amor em mim, nunca me quis e ninguém me apoiou quando, perante as investidas do interrogador, eu gritava e ouvia as palavras mais obscenas. Quando o meu último indício de beleza desapareceu, ao cortar o meu cabelo, fui recompensada: 11 dias na solitária.

Querida Sholeh, não chores pelo que estás a ouvir. No primeiro dia na esquadra, um agente velho e não casado, magoou-me por causa das minhas unhas e eu percebi que a beleza não é desejável nesta era. A beleza das aparências, dos pensamentos e dos desejos, uma caligrafia bela, a beleza do olhar e da visão e até a beleza de uma voz agradável.

Minha querida mãe, a minha ideologia mudou e tu não és responsável por isso. As minhas palavras não têm fim e dei tudo a alguém para que, quando for executada sem a tua presença e conhecimento, te seja dado a ti. Deixo-te muito material manuscrito como herança.

No entanto, antes da minha morte quero algo de ti, algo que tens de me dar com todo o teu poder, custe o que custar. Na verdade, isto é a única coisa que eu quero deste mundo, deste país e de ti. Sei que precisas de tempo para isto.

Posto isto, vou revelar-te parte do meu testamento mais cedo. Por favor, não chores e presta atenção. Quero que vás ao tribunal e lhes faças o meu pedido. Não posso escrever tal carta, a partir da prisão, que fosse aprovada pelo diretor; mais uma vez terás de sofrer por mim. É a única coisa que, se chegares a implorar por ela, eu não ficarei chateada, embora te tenha dito várias vezes para não implorares por nada, exceto para me salvares de ser executada.

Minha mãe bondosa, querida Sholeh, mais querida para mim que a minha própria vida, eu não quero apodrecer debaixo do solo. Não quero que os meus olhos e o meu jovem coração se transformem em pó. Implora para que, assim que eu seja enforcada, o meu coração, rins, olhos, ossos e tudo o que possa ser transplantado, possa ser retirado do meu corpo e dado a alguém em necessidade, como uma doação.

Não quero que o destinatário saiba quem sou, que me envie um ramo de flores ou até que reze por mim.

Do fundo do meu coração te digo que não desejo ter uma sepultura onde tu venhas chorar e sofrer. Não quero que vistas roupas pretas por mim. Faz o teu melhor para esquecer os meus dias difíceis. Entrega-me ao vento para me levar.

O mundo não nos amou. Não quis o meu destino. E agora entrego-me a ele e abraço a morte pois no tribunal de Deus eu vou acusar os inspetores, vou acusar o inspetor Shamlou, vou acusar o juiz e os juízes do Supremo Tribunal que me espancaram quando eu estava acordada e que não se abstiveram de me intimidar.

No tribunal do criador eu vou acusar o Dr. Favandi, vou acusar Qassem Shabani e todos aqueles que, por ignorância ou pelas suas mentiras, fizeram-me mal, passaram por cima dos meus direitos e que não tiveram em conta o facto de que, por vezes, o que aparenta ser realidade não é.

Querida Sholeh de coração mole, no outro mundo tu e eu seremosquem acusa e os outros, os acusados. Veremos qual é a vontade de Deus. Quero abraçar-te até que a morte chegue. Amo-te.”

 

 

Tradução da carta por Francisco Ferreira

 

Fonte: http://observador.pt

Objetivo: Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves

Mäyjo, 20.01.15

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 O acesso à saúde é essencial para uma vida digna. Prevenir as doenças transmissíveis e de fácil propagação além fronteiras é condição fundamental para que os países ricos e pobres estejam mais seguros e saudáveis. Bons resultados apenas são conseguidos através da cooperação entre nações. Nos países em desenvolvimento morrem todos os dias com SIDA milhares de pessoas. A maioria das mortes deve-se à falta de acesso a tratamentos adequados para a doença. No entanto, o aumento do número de casos de infecção deve-se também a tradições e crenças culturais que dificultam o combate e limita o trabalho de prevenção. O VIH não é um problema apenas dos países em desenvolvimento. Na Europa, os novos casos prendem-se sobretudo com a partilha de seringas entre toxicodependentes, prática de sexo desprotegido e transfusões com sangue contaminado. A União Europeia (UE) investe na prevenção e sensibilização dos cidadãos para solucionar o problema. A melhoria dos sistemas de vigilância, a criação de redes de parceiros e o encorajamento da difusão de boas práticas fazem também parte da solução.

A malária tornou-se um problema global. É endémica em 105 países e é responsável por mais de 300 até 500 milhões de casos clínicos e mais de um milhão de mortes por ano. As regiões tropicais e subtropicais são as mais afectadas, sendo a sua maior incidência em África. Têm vindo a ser alcançados mais avanços na prevenção do que progressos no tratamento da malária. As resistências a medicamentos são um dos factos que tem contribuído para o aumento do número de mortes por ano. Os países necessitam de melhorar o rigor dos dados epidemiológicos e conceber estratégias agressivas de prevenção e tratamento.

Fontes: Objectivo 2015 - Campanha do Milénio das Nações Unidas; Saúde – EU – O portal de Saúde Pública da União Europeia

Exercícios sobre a Mobilidade da população

Mäyjo, 20.01.15

1. Lê com atenção os seguintes textos, relacionando-os com os diferentes tipos de migrações da tabela.

TEXTO A
O Mário e a Margarida preparam-se para fazer o cruzeiro de uma semana no Mediterrâneo que sempre sonharam.
TEXTO B
Ao almoço, em conversa com os colegas de ofício, Almerindo contava como era a sua terra na ilha de São Nicolau, em Cabo Verde. Tal como ele, muitos dos seus companheiros de trabalho na construção do novo hotel no Algarve tinham rumado de Cabo Verde, por falta de trabalho e em busca de melhores condições de vida.
TEXTO C
Alberto, a mulher e dois filhos acabam de chegar do seu país, a Guiné-Bissau, para virem viver com parentes em Portugal. Procuram melhores condições de vida e fugir à guerra, e uma nova vida parecia anunciar-se.
TEXTO D
Joaquim montou um café na sua aldeia, no distrito de Viseu, depois de ter trabalhado 25 anos na Suíça.
TEXTO E
Na cidade, o pior são as condições duras do trabalho e as muitas horas gastas nos transportes entre a casa e o local de emprego.
TEXTO F
Pedro é um arquiteto que, farto da confusão da cidade, foi viver para uma pequena aldeia no concelho de Óbidos.

I

A - Texto A

B - Texto B

C - Texto C

D - Texto D

E - Texto E

F - Texto F

II

1 - Migração interna

2 - Migração externa

3 - Migração sazonal

4 - Migração pendular

5 - Êxodo rural

6 - Migração turística

7 - Emigração

8 - Migração com causa económica

9 - Migração com causa bélica

10 - Migração forçada

 

A-______;  B-______;  C-______;  D-______;  E-______;  F-______. 

 

 

2. Completa o seguinte texto com as palavras que constam na seguinte chave:

Chave

  • forçadas
  • êxodo rural
  • internas
  • externas
  • definitivas
  • livres
  • escravos
  • temporárias
  • migrações

 

As _______ são movimentos espaciais de população. Estas podem ser _______, quando são exclusivamente uma opção pessoal, ou _______, quando são consequência de um motivo exterior à vontade própria. A deslocação de _______ de África para a América é um exemplo das segundas. As migrações podem ainda ser classificadas em termos espaciais, podendo ser _______, quando se desenvolvem para o exterior do país, ou _______, quando se processam no interior do mesmo. Quanto à duração das mesmas, podem ser _______ ou _______, consoante o período de tempo. O _______, deslocação do campo para a cidade, é geralmente do segundo tipo, pois envolve quase sempre uma alteração de residência.